Dessa travessia, dessa experiência, dessa pausa, vou tirar várias lições, as quais pensei em dividir com a intenção exclusiva de ajudar de alguma forma a quem precise de apoio. Cada passo dessa história poderá se tornar um sucesso, uma poesia, um exemplo. Depende apenas de mim...

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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Alíviooooooo....

    Bouganville do meu jardim/2011.

Chovia desesperadamente, se a gente pode falar assim... Chuva reta, pesada, barulhente, inundando tudo e avançando sobre as calçadas sem a menor cerimônia.
Exatamente nesse momento chegaram os meus exames, desafiando o meu guarda-chuva a enfrentar a turbulência natural com passos firmes (mas não muito...hehehe...).
Ali estavam na minha frente...os resultados dos exames recém feitos. Percebi muito claramente a mudança que se processou dentro de mim: o quanto eu estava naquele momento em suspenso. No ar. No vácuo.
Sim, pois ao virar a página dos resultados,  minha vida poderia mudar, a sentença estaria decretada,  os exames haviam sido muito minuciosos.
Olhei a chuva, escutei um pássaro que teimava em cantar sei lá onde e resolvi enfrentar o desconhecido.
Suspiros.
Li, reli e li novamente, meus olhos procuravam ávidamente palavras positivas que deveriam dizer negativo....hehehehe....que coisa....
Tudo bem, dentro da normalidade de uma pessoa saudável...
Alívio intenso!!!!
UUUUUffffaaaaaaaa..... nossa, que leveza...
Agora é tocar a vida em frente de novo.... até daqui a 3 meses, quando tem mais controles...
Pode chover, chuva, pode chover... estou brilhando junto com o Sol....

terça-feira, 26 de julho de 2011

Voltando aos controles...

  O sol de inverno produzindo lindas sombras ao cair da tarde.



Hoje foi dia de tomografia, controle trimestral que terei que fazer não sei ainda por quanto tempo. Dia chato, eu fiquei enjoada de  tanto antialérgico que tomei desde as 24h anteriores, pois a tomografia era com contraste iodado, venal, oral e retal.  Nada doeu mais que a picadinha da agulha na hora do acesso que fica preso no braço, mas apenas o fato de estar lá novamente e reviver  o fantasma do problema, isso mexe com meus sensores por demais... e num nível bem sutil.
E até mexeu mais do que entendi, pois quando fui comer um PF na cantina do hospital, após o exame, meus olhos marejaram e fiquei com uma imensa vontade de chorar, sem saber porque. 
Acho que a carga de pressão é muito grande, a tensão do resultado é indiscutível e o fardo que se carrega é sentido muito internamente, estou realmente  sozinha para viver o momento.
É  um momento "travessia" do imenso deserto que vai na alma, quando se fala nessa doença.

Já me queimei bastante nesse deserto.... então saí do hospital devagarinho, caminhando e sentindo o ar morno da tarde que prenunciava chuva. Respirei aliviada quando me vi lá fora, estou pretensamente curada, mas a sombra sempre está presente.
Daqui a dois dias vem o resultado e então reinicio a peregrinação novamente pelos médicos.
Mas não estou reclamando não, mil vezes essas visitas periódicas do que o inferno da dúvida.
O importante é estar dentro da vida outra vez.